terça-feira, 8 de junho de 2010

Conectividade e Conectivismo

A conectividade caracteriza o sujeito na rede, ou seja, saber o que conectar, a que conectar, passou a ser uma capacidade imprescindível na economia do conhecimento. Embora para muitos autores, não passe de uma capacidade essencial, para Castells (2204, p.76), enfatiza a conectividade como, "conectividade auto-dirigida é a capacidade de qualquer pessoa encontrar o seu próprio destino na red, e se não o encontrar, para criar e publicar a sua própria informação, suscitando assim a criação de uma nova rede" .

Para Salvat (2003) menciona dez aspectos que caracterizam a geração digital em situação de ensino-aprendizagem, fazendo referencia à conectividade, como oportunidades várias de aceder à informação e às relações sociais. Siemens (2005) reconhece a importância da conectividade, ao referir que conduzimos os nossos comportamentos de acordo com as conectividades, relacionando a necessidade de estabelecer conexões entre as fontes de informação, como a capacidade de criar padrões úteis de informação. As inovações oriundas da conexão de ideias e áreas díspares. Siemens, acrescenta ainda que as teorias de aprendizagem, como behaviorismo, cognitivismo e construtivismo não exploram o impacto das tecnologias e das redes na aprendizagem, avançando com uma teoria de aprendizagem para a era digital: o Conectivismo. Para este autor, o conectivismo integra os princípios da teoria do caos, de rede, da complexibilidade e da auto-organização, apresentado sete princípios do conectivismo:
  • A aprendizagem e o conhecimento baseiam-se na diversidade de opiniões;
  • A aprendizagem é um processo de conexão de nós ou fontes de informação;
  • A aprendizagem pode estar nos mais diversos aplicativos;
  • A capacidade para conhecer mais é mais crítica do que é conhecido;
  • O facto de se manter conectado facilita a aprendizagem continua;
  • A actualização constante é a intenção de todas as actividades de aprendizagem conectivista;
  • Decidir, é já de si um processo de aprendizagem, poder escolher o que aprender e prever as consequências da nova informação na realidade que vai ser alterada;
No entanto o conectivismo assenta no facto que as decisões a tomar baseiam-se em informações que também estão em constante mudança.Saber a distinção entre informação importante e muito importante é vital. Assim como o reconhecimento de uma nova informação ser capaz de alterar as decisões tomadas, também se torna crítico, principalmente no que concerne às organizações.

Não deixa de ser uma realidade que, uma das capacidades a desenvolver nesta era, consiste exactamente, em reconhecer a importância de aprender. Devendo os sujeitos estar abertos e sensíveis às mudanças resultantes de novas informações.

Bibliografia:
Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos Recursos e Ferramentas Online aos LMS - Ana Amélia Amorim Carvalho - in
Sísifio/ revista de Ciência da Educação. Nº 3 Mai/Ago 07 -

domingo, 9 de maio de 2010

Conceber e Organizar um contexto de Aprendizagem Online


O papel do professor é fundamental no que concerne à concepção e construção do conteúdo do curso.
  • Este, varia ao longo do curso, desde tutor, com materiais e instruções concebidas, até ao "cavaleiro solitário", onde o professor cria todo o conteúdo.
  • A aprendizagem online cria uma oportunidade para a flexibilidade e a revisão de conteúdos que não estão contemplados noutros métodos de ensino e de aprendizagem.
  • A utilização da Internet como fonte de recursos e de conteúdos educativos inesgotável leva a uma maior autonomia e controlo na negociação de conteúdos e de actividades. Desta forma os professores deixam de estar limitados a pacotes monolíticos que não se adeqúem às necessidades dos alunos.
  • Assim um professor de ensino online, para garantir o seu desempenho e eficácia, prevê a negociação de actividades, ou de conteúdos. No entanto há que manter a motivação, orientar e apoiar a aprendizagem.
Em suma, é ao professor que compete, nesta fase do curso, não só criar um ambiente de estudo, como orientar, estabelecer prazos de realização de trabalhos e até mesmo de estudo de modo a que os aprendizes mantenham o interesse, a motivação e desenvolvam de melhor forma as suas capacidades cognitivas, tanto com intervenções entre colegas, como dirigidas ao professor.

Bibliografia:
Terry Anderson (2004) - Teaching in a Online Context In Terry Anderson & Fathi Elloumi (Eds.) - Theory and Practice of Online Learning. athabasca University, 2004 - (http://cde.athabascau.ca/online_book/)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Facilitar o Discurso



A facilidade do discurso num curso online, é fundamental para chegar a "bom porto", daí ser a segunda componente da presença do professor, facilitar o discurso, ou a capacidade de argumentação.
O discurso para além de facilitar a criação de uma infinidade de questões, também é o meio pelo qual os alunos desenvolvem os seus pensamentos, através da interacção e articulação de uns com os outros.
A argumentação permite ao aluno conjugar e reformular a forma de pensar, pois podem perfeitamente estar a pensar de forma errada e corrigir através da interacção e discurso com os colegas ou com os professores. Estas divergências, revelam a dissonância cognitiva, que de acordo com uma perspectiva Piagetiana, é fundamental para o crescimento intelectual.
Assim o papel do professor para alem de desenvolver um sentimento de confiança e segurança, na medida que transmite o fedback do dialogo, incentiva e até se necessário corrige e torna-se ele, também um participante activo no discurso, principalmente nos primeiros.


Bibliografia:
Terry Anderson (2004) - Teaching in a Online Context In Terry Anderson & Fathi Elloumi (Eds.) - Theory and Practice of Online Learning. athabasca University, 2004 - (http://cde.athabascau.ca/online_book/)

quarta-feira, 21 de abril de 2010