A conectividade caracteriza o sujeito na rede, ou seja, saber o que conectar, a que conectar, passou a ser uma capacidade imprescindível na economia do conhecimento. Embora para muitos autores, não passe de uma capacidade essencial, para Castells (2204, p.76), enfatiza a conectividade como, "conectividade auto-dirigida é a capacidade de qualquer pessoa encontrar o seu próprio destino na red, e se não o encontrar, para criar e publicar a sua própria informação, suscitando assim a criação de uma nova rede" .Para Salvat (2003) menciona dez aspectos que caracterizam a geração digital em situação de ensino-aprendizagem, fazendo referencia à conectividade, como oportunidades várias de aceder à informação e às relações sociais. Siemens (2005) reconhece a importância da conectividade, ao referir que conduzimos os nossos comportamentos de acordo com as conectividades, relacionando a necessidade de estabelecer conexões entre as fontes de informação, como a capacidade de criar padrões úteis de informação. As inovações oriundas da conexão de ideias e áreas díspares. Siemens, acrescenta ainda que as teorias de aprendizagem, como behaviorismo, cognitivismo e construtivismo não exploram o impacto das tecnologias e das redes na aprendizagem, avançando com uma teoria de aprendizagem para a era digital: o Conectivismo. Para este autor, o conectivismo integra os princípios da teoria do caos, de rede, da complexibilidade e da auto-organização, apresentado sete princípios do conectivismo:
- A aprendizagem e o conhecimento baseiam-se na diversidade de opiniões;
- A aprendizagem é um processo de conexão de nós ou fontes de informação;
- A aprendizagem pode estar nos mais diversos aplicativos;
- A capacidade para conhecer mais é mais crítica do que é conhecido;
- O facto de se manter conectado facilita a aprendizagem continua;
- A actualização constante é a intenção de todas as actividades de aprendizagem conectivista;
- Decidir, é já de si um processo de aprendizagem, poder escolher o que aprender e prever as consequências da nova informação na realidade que vai ser alterada;
Não deixa de ser uma realidade que, uma das capacidades a desenvolver nesta era, consiste exactamente, em reconhecer a importância de aprender. Devendo os sujeitos estar abertos e sensíveis às mudanças resultantes de novas informações.
Bibliografia:
Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos Recursos e Ferramentas Online aos LMS - Ana Amélia Amorim Carvalho - in Sísifio/ revista de Ciência da Educação. Nº 3 Mai/Ago 07 -


